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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Um Quadro com História - Baruch Lopes Leão de Laguna

Baruch Lopes Leão de Laguna [n. 16 de Fevereiro de 1864 – m. 19 de Novembro de 1943]  foi um dos mais importantes retratistas holandeses dos finais do século XIX e da primeira metade do século XX. Este auto-retrato despertou a minha atenção ao descobrir que se tratava de um pintor nascido em Amesterdão, numa família sefardita portuguesa, e que foi assassinado no campo de extermínio de Auschwitz, aos setenta e nove anos de idade.



A sua vida foi trágica desde o nascimento até à morte. Tendo ficado órfão de pais aos dez anos, foi educado num orfanato da comunidade de judeus portugueses de Amesterdão. Aí os professores incentivaram o seu gosto pela pintura, o qual desenvolveu posteriormente na Academia Nacional de Belas Artes da Holanda.
Aos poucos foi ganhando reconhecimento. Em 1885 faz a sua primeira exposição na Associação Arti et Amicitiae, muito bem recebida pela crítica. 

Casou com Rose Asscher, filha de um lapidador de diamantes. Durante a ocupação nazi refugiou-se no norte da Holanda, na quinta de uma família que o escondeu e a quem ofertou alguns dos seus quadros, entre os quais o seu auto-retrato, em sinal de gratidão. 

A sorte, porém, não estava do seu lado. Os nazis haviam de capturá-lo e terminaria os seus dias, como muitos milhões de pessoas, naqueles tempos negros da Europa, num campo de concentração, onde a sua arte e muito menos a sua vida teriam nenhuma importância.



 Baruch Lopes Leão de Laguna, Auto-retrato.

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